O maestro e servidor da Prefeitura de Anápolis, Andreyw Antonio Batista, foi o único preso durante operação da Polícia Federal (PF) para combater crimes relacionados ao abuso sexual de menores na cidade anapolina. Ele foi detido em flagrante nesta quarta-feira, 19, por armazenar e compartilhar pornografia infantojuvenil.
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As informações foram divulgadas pelo Portal 6 e confirmadas pelo Jornal Opção. Formado pela Universidade Federal de Goiás (UFG) no curso de Educação Artística, Andreyw Batista é renomado no meio cultural do estado, tendo atuado como professor de música na Prefeitura de Anápolis, além de reger a Orquestra Jovem de Anápolis e a Orquestra Sinfônica Jovem de Goiás. Ele também atuava na Equipe de Capelania da Universidade Evangélica de Goiás (UniEVANGÉLICA).
Em nota, o Governo de Goiás, por meio da Orquestra Sinfônica Jovem de Goiás, informou que o servidor foi afastado das funções, que eram de montagem, sonorização e logística. O estado disse ainda que abrirá sindicância para apurar o caso e, caso sejam confirmadas as suspeitas, será aberto processo administrativo disciplinar para sejam tomadas as devidas providências (veja nota completa abaixo).
Operação da Polícia Federal
A prisão ocorreu durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão no endereço ligado ao maestro. Com o suspeito foram apreendidos equipamentos de informática, celulares e mídias de armazenamento. O investigado poderá responder por crimes de posse e compartilhamento de pornografia infantil. A pena pode chegar a 10 anos de reclusão.
O Jornal Opção entrou em contato com a Prefeitura de Anápolis para que se posicionassem e aguarda retorno. A defesa de Andreyw Batista não foi localizada.
Nota Governo de Goiás
“Em atenção à demanda sobre a prisão de servidor em Anápolis na última quarta-feira (19), informamos que:
- Até que sejam esclarecidos os fatos, o servidor citado na operação foi afastado de suas funções junto à Orquestra Sinfônica Jovem de Goiás, que eram de montagem, sonorização e logística.
- Em obediência ao rito legal, o processo corre em segredo de Justiça e por isso não temos detalhes sobre o caso até o momento.
- O Estado abrirá sindicância para apurar o caso e, caso sejam confirmadas as suspeitas, será aberto processo administrativo disciplinar, dado que é servidor efetivo, para sejam tomadas as devidas providências.
- O Governo de Goiás reitera que não tolera esse tipo de conduta e tomará todas as medidas necessárias para garantir proteção aos goianos, sempre respeitando o devido processo legal”.
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