Funcionários administrativos da Petrobras devem realizar paralisação de 24 horas na quarta-feira, 26

Os funcionários dos escritórios da Petrobras estão com indicativo de greve para esta quarta-feira, 26. O motivo seria uma definição da empresa de que, a partir de sete de abril, esse grupo de funcionários deverá cumprir jornada de três dias de trabalho presencial por semana. A paralisação serve como advertência e deve durar apenas 24 horas. 

O aumento da jornada presencial não se aplica a funcionários PCD ou responsáveis por pessoas nessas condições. 

Atualmente, esse número foi estabelecido em dois dias semanais para o trabalho presencial. Além disso, o sindicato reivindica aumento na participação dos lucros da empresa. 

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“É inaceitável a intransigência da gestão Magda ao insistir em reduzir os dias de teletrabalho, atropelando os fóruns de negociação coletiva, o que é um retrocesso na retomada do diálogo que havia sido rompido no governo Bolsonaro. […] A atual gestão segue pressionando petroleiras e petroleiros a assinar os Termos Individuais de Adesão ao novo modelo de teletrabalho imposto à revelia, enquanto negocia com as representações sindicais”, disse a Federação Única dos Petroleiros (FUP) em nota. 

A entidade também está pressionando pela recomposição do quadro de funcionários, pelo fim dos reequacionamentos da Petros (fundo de pensão da estatal) e pela implementação de um plano de cargos e salários “justo e igualitário”. Além disso, a organização se posiciona contra a redução da remuneração variável dos trabalhadores, defendendo a manutenção de benefícios que garantam a equidade e a valorização dos empregados.

No comunicado, o grupo representante da categoria fez menção à distribuição de R$ 100,3 bilhões em dividendos do ano de 2024 para acionistas privados. “É inadmissível que em um governo de reconstrução da estatal, a diretoria da empresa intensifique a política de superdividendos herdada do governo Bolsonaro, distribuindo o equivalente a 207% do lucro aos acionistas privados. Um percentual recorde, jamais praticado na história da Petrobrás, que sacrifica o projeto de desenvolvimento nacional”, concluíram. 

Equipes de contingência devem ser acionadas a fim de evitar quaisquer prejuízos oriundos da paralisação. 

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