Vereadores querem articular com Mabel a criação de mais dois conselhos tutelares em Goiânia

Alguns vereadores comentaram sobre a possibilidade de solicitar ao prefeito Sandro Mabel (UB) a criação de novas unidades de conselhos tutelares em Goiânia. Os parlamentares consideram que a quantidade atual não é suficiente para a capital. Ao mesmo tempo, eles desejam uma maior valorização para o trabalho da categoria.

Em seu primeiro mandato como vereadora, Daniela da Gilka (PRTB) já foi a conselheira com maior votação da história da capital. Ela conta que Goiânia precisa de 12 unidades, sendo que o município possui apenas seis conselhos tutelares.

“Hoje, em Goiânia, temos a real necessidade de doze conselhos, de acordo com o IBGE, porque a gente fez o cálculo pelo Censo populacional. Infelizmente, temos apenas seis conselhos, com 30 conselheiros, para uma demanda que já supera a população de 1 milhão de habitantes. Isso acaba sobrecarregando os colegas conselheiros tutelares, que muitas vezes não conseguem dar conta da autodemanda, não podendo cuidar do que realmente é a proteção integral da criança e do adolescente”, afirmou a vereadora, em entrevista para o Jornal Opção.

No entanto, a parlamentar defende pelo menos a criação de mais unidades em regiões próximas ao bairro Campinas e na região Noroeste. “Defendo aumentarmos para mais duas unidades, para atendermos regiões como o Vale do Meia Ponte e o Macambira. Sabemos dos ônus que isso impõe ao município de Goiânia, mas isso ajudaria a amenizar a real necessidade de aumento das demandas”, explicou.

Outros ex-conselheiros, como Luan Alves (MDB), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), e Igor Franco (MDB), líder do prefeito Sandro Mabel (UB) na Casa, também conversaram com Daniela e pretendem articular pela causa.

“Vejo que as seis regiões formadas pelos conselhos tutelares já se tornam insuficientes diante do número de habitantes existente em Goiânia”, reforçou Alves ao Jornal Opção. “Até estava conversando com os colegas, e vejo que pelo menos mais duas unidades, mais dois centros de conselhos, poderiam ser criados, podendo até ser maior esse número. Mas, o que precisa ser revisto é tanto a quantidade de conselheiros quanto as regiões a serem criadas”, acrescentou.

O presidente da CCJ também reforçou que essa matéria para aumentar o número de conselhos tutelares precisa vir do prefeito. “O Conselho Tutelar tem um custo e, toda matéria que mexe no orçamento, o início dela tem que partir do Executivo”, pontuou.

Já o líder do prefeito destaca que os conselheiros também precisam ser valorizados e ressaltou que vai levar o assunto ao prefeito.

“Vou conversar com o prefeito para ele enviar esse projeto para a Câmara, porque nós entendemos a relevância e a importância do conselheiro tutelar, para poder acolher e cuidar das nossas crianças e adolescentes de Goiânia. A valorização deles é extremamente necessária e, mais: nós precisamos, até pela quantidade da população, criar pelo menos mais dois conselhos tutelares em Goiânia”, disse Franco ao Jornal Opção.

Aumento salarial

Ao mesmo tempo em que ocorrem discussões sobre o aumento de unidades, os vereadores devem analisar na próxima semana um veto relacionado ao aumento salarial dos conselheiros tutelares. A questão foi adicionada como emenda pelo vereador Ronilson Reis (Solidariedade) na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2025, mas foi rejeitada pelo Executivo.

Atualmente, os conselheiros recebem R$ 6,1 mil mensais, e a emenda propõe um aumento para R$ 11 mil. Com isso, o cargo passaria a ser considerado como Carreira de Desenvolvimento de Servidores (CDS) nível 6.

O aumento mensal totalizaria cerca de R$ 150 mil para o município. O Executivo alega, no veto, que a matéria apresenta um vício de iniciativa, pois a emenda ampliaria as despesas do município.

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