Santa Casa de Anápolis restringe atendimento a novos pacientes do SUS nas UTIs

A Santa Casa de Misericórdia de Anápolis anunciou que, devido à falta de repasse de recursos, será necessário restringir o atendimento a novos pacientes do SUS nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI) — adulto, pediátrica e neonatal. No entanto, os pacientes já internados continuarão recebendo assistência com ética, profissionalismo e humanização. A medida implica que novas internações serão reguladas para outros serviços.

O responsável pelas Relações Institucionais da instituição, diácono Júlio César Gomes da Silva, explicou nesta segunda-feira, 24, que o financiamento dos leitos de UTI é feito de maneira tripartite, envolvendo o Ministério da Saúde, o Governo do Estado e o Município de Anápolis. “A União está mantendo seu repasse, o Estado também, e, no ano passado, firmamos uma parceria com o Governo Municipal, que contribuiu com R$ 648 mil mensais. Desde dezembro do ano passado, esse valor não foi repassado”, detalhou.

O diácono reconheceu as dificuldades enfrentadas pela nova administração do Fundo Municipal de Saúde, mas enfatizou que o orçamento para o repasse já estava previsto. “Após quatro meses sem receber o recurso, estamos chegando ao colapso. A partir da meia-noite de hoje, não conseguiremos continuar com esse atendimento”, anunciou.

De acordo com o responsável pelas relações institucionais, a Santa Casa não poderá mais receber pacientes da Regulação Municipal devido à ausência do repasse. “Temos dialogado com a administração atual e exposto nossas dificuldades, mas, como hospital filantrópico que depende desses recursos, não podemos mais manter o atendimento”, afirmou.

O repasse é essencial para cobrir os custos com fornecedores, médicos e profissionais que atuam nas UTIs. Contudo, os pacientes regulados pelo Estado continuam sendo atendidos, pois o repasse do Estado está em dia, conforme o plano de fortalecimento firmado entre as partes. No total, a Santa Casa possui 36 leitos de UTI, sendo 20 deles financiados pela Prefeitura Municipal de Anápolis.

O diácono Júlio César Gomes da Silva agradeceu ao prefeito e ao bispo Dom João Wilk, conselheiro da FASA, pelos encontros recentes, bem como ao diálogo com a secretária de Saúde. No entanto, expressou sua frustração com a falta de repasse, ressaltando que a instituição já chegou ao seu limite. “Não conseguimos mais receber novos pacientes nas nossas UTIs”, concluiu.

O Jornal Opção entrou em contato com a prefeitura de Anápolis. Veja a nota abaixo na íntegra.

A Secretaria Municipal de Saúde afirma que a nova administração da Prefeitura de Anápolis já se reuniu com a Santa Casa por três vezes e realizou todos os repasses pelo serviço prestado, ficando pendente apenas a parcela mensal de R$ 648 mil, que é um complemento que ultrapassa o valor que o SUS paga pelo serviço. Apesar disso, a Secretaria de Saúde já havia informado para a Santa Casa na semana passada que a parcela de dezembro será paga nesta terça-feira. Esse acordo para transferir valores acima do custo da tabela foi firmado pela antiga gestão do município e está sendo reavaliado pelos técnicos da pasta.

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