Secretária de Cultura desmente boatos sobre demolição do Cavalhódromo de Pirenópolis

A secretária de Estado da Cultura, Yara Nunes, desmentiu, na segunda-feira, 31, rumores sobre a demolição do Cavalhódromo de Pirenópolis. Segundo ela, a estrutura já estava interditada desde 2021 por decisão do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil, devido a graves problemas estruturais que representavam risco iminente de desabamento. Agora, com um investimento de R$ 30 milhões, o governo de Goiás planeja reconstruir o espaço, garantindo segurança e preservando a tradição das Cavalhadas.

O prédio, inaugurado em 2006 durante a gestão do então governador Marconi Perillo (PSDB), já estava com a estrutura prejudicada, conforme ressaltou a secretária. “O prédio nunca teve Habite-se, nunca teve autorização para uso do solo. Estava colocando em risco a vida de quem frequentava as Cavalhadas, atividades esportivas e os trabalhadores do local”, afirmou.

Engenheiros especializados avaliaram a estrutura e comprovaram o comprometimento do Cavalhódromo. Foram identificadas rachaduras extensas, ferrugem avançada e incapacidade de suportar, com segurança, o público durante os eventos.

Investimento para modernização e segurança

Diante desse cenário, a gestão estadual decidiu reconstruir o espaço. A obra está sendo conduzida pela Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinfra), que também é responsável pela demolição do prédio condenado. A proposta é erguer um novo Cavalhódromo, planejado com segurança e infraestrutura adequada para as festividades e outras atividades culturais ao longo do ano.

Desde 2022, a interdição do local obrigou a transferência das Cavalhadas para o Módulo Esportivo da cidade, localizado na GO-338. “A Defesa Civil já havia proibido o uso do prédio, e os bombeiros o interditaram. As Cavalhadas já não aconteciam mais ali. Por isso, a demolição era necessária”, explicou Yara Nunes.

Para reforçar a necessidade da ação, a secretária divulgou um vídeo mostrando o estado precário da estrutura encontrada pela atual gestão. Nas imagens, aparecem rachaduras profundas, degradação evidente e trechos inacabados. “Estamos preservando essa cultura e garantindo a segurança de quem frequenta este lugar”, ressaltou.

Veja vídeo do local:

Tradição mantida com responsabilidade

O novo Cavalhódromo contará com três acessos distintos: um para os cristãos, outro para os mouros e um terceiro para os mascarados, respeitando a tradição das Cavalhadas. Além de servir ao evento histórico, o espaço será um equipamento público multifuncional, aberto para visitação e outras atividades culturais ao longo do ano.

“Será um novo Cavalhódromo, com o projeto elaborado juntamente com o Corpo de Bombeiros, comunidade, por engenheiros profissionais e que terá segurança. Qualquer gestor público com o mínimo de bom senso, que se preocupasse com a população, faria a mesma coisa que estamos fazendo agora”, concluiu Yara Nunes.

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