Tarifa de Trump e a bifurcação geopolítica com a China: riscos e oportunidades para o Brasil

A recente taxação de 10% sobre produtos brasileiros anunciada por Donald Trump reacende um debate crucial sobre a inserção do Brasil na economia global, especialmente diante da ascensão chinesa e dos países do sul global. O cenário complexo entre guerras comerciais e conflitos armados abre novas perspectivas promissoras para o desenvolvimento econômico e social de diversos países, incluindo o Brasil.

Para o Brasil, trilhar uma mudança profunda na política externa brasileira exige cautela. Dados da economia global apontam que países que estão integrando projetos de financiamento, especialmente em infraestrutura, liderados pela China e seus parceiros do sul global (incluindo o Brasil no BRICS), possuem uma alternativa de desenvolvimento.

Vale ressaltar que essa aproximação acarreta implicações significativas para a inserção do Brasil no cenário internacional. Apesar das potenciais consequências geopolíticas, a aproximação com a China como a melhor opção para o Brasil, dado que os Estados Unidos e a Europa Ocidental têm menos a oferecer economicamente.

Não há motivos para temer uma aproximação com a China, seja na dimensão econômica, política, filosófica ou militar, contrastando a China como uma “força da paz” com o “expansionismo belicoso das potências ocidentais”.

Por outro lado, num primeiro momento, a taxação tende a beneficiar o Brasil, pois a menor demanda dos EUA faria com que os produtos ficassem no mercado interno, potencialmente ajudando a reduzir a inflação.

Contudo, em um segundo momento, se as empresas brasileiras exportadoras não encontrarem novos mercados, poderão se sentir desmotivadas a continuar produzindo, o que poderia trazer dificuldades para a economia brasileira.

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