Jamais ceder: entenda por que Ronaldo Caiado é candidato pra ser presidente e não pra marcar posição

Pedro Sales

Especial para o Jornal Opção

A porta para uma candidatura à Presidência da República é estreita. E algumas portas quando são muito estreitas, precisam ser ligeiramente forçadas para ceder passagem a um caminho cujo tempo chegou e não recua mais.

Existem candidaturas à Presidência da República que são modeladas pelo próprio sistema vigente. Fernando Henrique Cardoso (PSDB) — com forte suporte partidário — e Fernando Collor de Mello (PRN), com amplo apoio da mídia, contaram com poderosas estruturas. Dilma Rousseff e Lula da Silva, do PT, tiveram, igualmente, suporte de robustas estruturas. Chamou a atenção, àquela época, programas de rádio e televisão que apresentaram produções dignas de cinematografia internacional de ponta. A origem do dinheiro para montar esse “Universal Studios” da política o país descobriria, estarrecido, anos mais tarde.

É importante registrar que nem todas as candidaturas são gestadas pelo sistema dominante. Existem, de outra sorte, as candidaturas dos líderes populares. Em favor destes, a princípio, apenas seu sonho e seu desejo. Encorajamento? Só da família e amigos mais próximos. Entusiasmo? Só se vier de dentro de você.

Em favor destes raros idealistas, no momento do primeiro passo da caminhada, apenas a força de sua vontade e amigos leais. Sob a perspectiva do sistema político atual, ao líder popular só lhe resta uma chance: fazer a leitura certa do momento e do desejo coletivo, de modo a convencer diretamente a população por meio de seus argumentos, biografia e ideias. A partir desse diálogo e conhecimento, vai surgindo a onda capaz de tomar um país de tamanho continental.

Sintonia direta entre sociedade e líderes populares

Líderes populares estabelecem uma conexão direta. E é justamente por isso que são chamados de populares. Ninguém gestou aquele candidato. Ninguém da mesa o chamou a sentar-se. Ele descende da sua vontade interior de se candidatar e a sua força política busca ânimo diretamente na vontade popular.
A população tem um anseio que foi lido, interpretado e corporificado por uma proposta que alimentou a esperança de uma mudança rumo à realização daquele desejo de mudar os rumos da nação.

Winston Churchill e Carlos Lacerda: políticos de coragem e homens inteligentes | Fotos: Reproduções

As candidaturas de líderes populares têm início, portanto, com uma característica em comum: são apresentadas inicialmente contra tudo e contra todos. Não tem chá e simpatia. Já saem da “maternidade” precisando suportar todo tipo de ataque e artilharia dos detentores do poder que não suportam ver um emergente capaz de sacudir o povo, mostrando obstinação para uma “tomada da bastilha” em desfavor dos atuais incumbentes.

Na sexta-feira, 4, nasce mais uma dessas raras joias da democracia: a candidatura de um líder popular ao posto de comando da República. Justamente no ambiente mais hostil possível.

Hostil tão somente pela força histórica dos adversários na Bahia, jamais merecendo aqui — a belíssima Salvador — qualquer adjetivo que a desmereça quando pensamos em sua importância, beleza, história (primeira capital do Brasil) e força no cenário nacional. Ronaldo Ramos Caiado, agora cidadão baiano, surge oficialmente como pré-candidato ao posto máximo da nossa (ainda) jovem República.

Ninguém duvida que será ladeira acima. E até aqui nenhuma novidade para alguém que construiu sua história nos mais amplos e diversos campos de batalha políticos e ideológicos. Sua história o levou até esse dia. Está credenciado ao posto pela capacidade moral, intelectual e pela vivência de esfera pública no campo legislativo e administrativo.

Ronaldo Caiado não tem apenas ideias. Terá a força do exemplo. Suas conquistas em Goiás vão dar concretude às suas intenções. Mostrou resiliência suportando com parcimônia e moderação todo tipo de crise que poderia aparecer. Demonstrou respeito absoluto às instituições democráticas a todo momento.

Precisamos ousar muito mais do que temer neste momento. Precisamos de uma opção.

O que estão fazendo com o nosso país? Inviabilizando nossa força produtiva com irresponsabilidade desmedida que sequer apresenta qualquer melhora em favor da vida do nosso povo. Concedem sangrando o gasto fiscal e tomam com inflação, juros e descontrole. Estamos à beira de um colapso.

Carlos Lacerda dizia que, “se você treme de indignação perante uma injustiça no mundo, então somos companheiros”. Nós estamos juntos com você, Ronaldo. A população compreenderá a sua mensagem. Um sonho desse tamanho sempre terá uma horda de adversários invisíveis. Entretanto, perante a eles, lembremos sempre da eterna lição de Winston Churchill rogando resiliência ao povo inglês em meio aos bombardeios alemães: jamais ceder!

Pedro Sales, presidente da Goinfra, é colaborador do Jornal Opção.

O post Jamais ceder: entenda por que Ronaldo Caiado é candidato pra ser presidente e não pra marcar posição apareceu primeiro em Jornal Opção.

Adicionar aos favoritos o Link permanente.